Notícia no detalhe
Novas inscrições para Programa Brasil Alfabetizado em julho
O programa Brasil Alfabetizado forma em julho quase 1.500 alunos e já abrirá inscrições, no dia 18, para novas turmas. Com 10 coordenadoras gerais para todo o município e dezenas de professoras, o programa federal – que acontece em parceria com a prefeitura – vai mobilizar a população da zona urbana e rural para efetuar a inscrição de novos interessados em aprender a língua nativa.
Para se inscrever, o único critério exigido é que o aluno tenha idade mínima de 15 anos, mas não há limite máximo, por isso há pessoas no projeto com idade até 70 anos. Para o professor alfabetizador, os requisitos necessários são que tenha curso de formação de professor ou Ensino Médio, ter experiência em sala de aula e apresentar apenas a xerox do CPF ou da identidade e do comprovante de residência e se apresentar à coordenação do programa, que fica na Secretaria Municipal de Educação, instalada no prédio da antiga Rede Ferroviária, na praça 5 de Julho.
- O trabalho do alfabetizador começa muito antes da aplicação das aulas, na verdade. Antes, ele precisa acertar um local para dar aulas, que pode ser em escola da rede pública, em sala de associações de bairros e moradores e igrejas, entre outros locais - explica a coordenadora, Margareth Manhães.
Além disso, o professor ainda tem a função de articular junto à comunidade e divulgar a informação, assim como captar pelo menos 15 alunos para formar turmas na área urbana. No interior as turmas podem ser formadas com, no mínimo, oito alunos e cabe, ainda, ao professor, realizar todo um trabalho de pesquisa sócio-econômica do aluno. As aulas são dadas sempre após o horário de trabalho normal, por volta as 17h30 e tem duração média de duas horas, já que, normalmente, as turmas são formadas por trabalhadores que atuam em várias atividades.
Os alunos do programa Brasil Alfabetizado recebem material pedagógico composto de livros e demais materiais, gratuitamente, e a prefeitura disponibiliza várias frentes de apoio. Segundo experiência dos professores do programa, os alunos geralmente trazem os interesses da vida cotidiana para discussão em sala de aula.
- O principal interesse costuma ser por matemática. Eles querem aplicar a disciplina ao seu dia-adia, por exemplo, ao contar salário, fazer contas, como recebimento de 13º salário e outros benefícios, entender fração, contar materiais e ler e interpretar textos - informa Heloísa Pessanha dos Santos, professora que tem bolsa de extensão na Uenf no qual trabalha com diagnóstico de Ensino de Jovens e Adultos (EJA).
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