Inicia neste domingo (14), a segunda semana em comemoração ao oitavo aniversário do Museu Histórico de Campos dos Goytacazes. Com uma programação voltada a reviver o momento de aperfeiçoamento da urbanização campista, o Museu abre em seu Instagram e Facebook oficiais,às 10h, a exposição virtual “Álbum das Obras de Melhoramento da Cidade de Campos dos Goytacazes – 1916”, pertencente à coleção do Nilo Peçanha. Também no domingo, às 18h, no Facebook, terá bate-papo com Genilson Soares (presidente do IHGCG - Instituto Histórico e Geográfico de Campos dos Goytacazes), Graziela Escocard (diretora do Museu) e Douglas Marques (fotógrafo especialista em mobgrafia). Durante a live serão debatidos assuntos acerca da exposição da semana.
O álbum foi um presente da revista FonFon ao campista Nilo Peçanha na época em que presidia o cargo de presidente do Estado do Rio de Janeiro. As obras ocorreram devido à grande produção açucareira que impulsionou o surgimento de casarões na cidade. Porém, Campos precisava passar por um processo de urbanização para se igualar às metrópoles e assim, expressar seu progresso econômico. Desse modo, foi contratado o campista Saturnino de Brito para elaborar as obras de saneamento, além da grande participação de Nilo Peçanha durante as obras de sua cidade natal.
Segundo a historiadora e diretora do Museu Histórico, Graziela Escocard, naquele período os usineiros se reuniram para criar a taxa de 2,5%, sobre todo o açúcar exportado pelo município, para assim, o valor ser investido como recurso financeiro das obras.
- Foi em 1916 que as obras de melhoramento foram entregues com diversas inaugurações e este álbum serve como um registro desta bela metamorfose que Campos passou, por isso, trazê-lo à tona é reviver nosso passado através da memória coletiva impressa em suas fotos. Neste álbum é possível conhecer a história de muitos lugares, além de marcos importantes de nossa cidade. Portanto, a exposição virtual e a live desta semana, irá revelar Campos de 1916 e suas mudanças, e contaremos com a participação do Genilson Soares, que já realizou a digitalização do álbum e desenvolveu trabalhos com fotografias de Campos, e o Douglas Marques, que já realizou uma exposição utilizando as fotos do álbum para comparar locais no passado com o presente - comentou Graziela Escocard.