Notícia no detalhe
Projeto Beija Flor forma mais uma turma
O projeto “Beija Flor: cada um fazendo a sua parte na arte de conviver”, da Escola Municipal José do Patrocínio, no bairro da Penha, concluiu mais uma etapa este ano. O objetivo do projeto é realizar intervenções sócio-educativas com os alunos que apresentam situações de indisciplina, agressividade, falta de respeito e limites com os pais, colegas, professores e demais profissionais da unidade escolar, o que pode dificultar o processo de aprendizagem.
Criado há quatro anos, ele forma anualmente cerca de 20 alunos e realiza mais de 100 atendimentos com orientações e intervenções em todas as áreas, incluindo, a social, saúde, habitação, entre outras. O projeto também funciona como alternativa temporária, ou seja, uma estratégia para evitar que o aluno seja encaminhado, inicialmente, para o Conselho Tutelar. A responsável pelo projeto, a professora e assistente, Cristina Helena de Souza, informou que o projeto funciona da seguinte forma:
- Eu recebo a demanda da escola ou dos pais de alunos com problemas de indisciplina nas diversas áreas. Estipulo um prazo de seis meses para o aluno refletir sobre os seus erros e promover mudanças de atitudes. Inicialmente, eles não são encaminhados para o Conselho Tutelar, contudo, ele é informado de que o aluno está sendo trabalhado dentro do projeto, na unidade escolar. Ele só será encaminhado se reincidir e insistir em cometer atos indisciplinares severos”, relatou.
Cristina informou que, durante o período de acompanhamento, são realizados diálogos para detectar a origem dos problemas, trabalhos de valores morais, palestras reflexivas que elevem a alto estima da criança, entre outras atividades. “Depois que as causas são detectadas, passam por vários encontros de reflexões. Após verificar que os alunos internalizaram os valores positivos trabalhados através do projeto, inicia a etapa de visitações nas salas de alunos menores, iniciando pela educação infantil e os próprios alunos repassam os valores trabalhados, orientando os menores para não cometerem atitudes indevidas”, acrescentou.
A mãe da aluna, YGA de 15 anos, a diarista, Fabiana Eliza Gomes, informou que a filha não tinha interesse pelos estudos, a alto estima era baixa, além de ser agressiva na escola e em casa. “Depois que entrou no projeto, a mudança da minha filha foi radical”, ressaltou a mãe. “O projeto Beija Flor representa tudo na minha vida. A tia Cristina, conversa, passa as regras do projeto, determina prazos de mudanças e mostra que somos capazes de superar os problemas que passamos. Tudo isso me fez perceber que eu precisava mudar. Hoje eu vejo a vida de outra forma”, finalizou.
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