Notícia no detalhe
Trianon apresenta ópera da UFRJ com entrada franca nesta quinta
No mês de aniversário do Teatro Municipal Trianon, quem ganha o presente é o público. Nesta quinta-feira (19), às 19h, através do projeto “Quinta Clássica”, será apresentada a ópera “Così fan tutte” (Assim fazem todas), do compositor Wolfgang Amadeus Mozart, encenada por alunos da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A apresentação tem entrada franca e faz parte do projeto Ópera na UFRJ.
Com direção musical e regência de André Cardoso e concepção e coordenação cênica de André Heller-Lopes, o espetáculo, em duas versões - clássica e contemporânea -, contará com a participação de 12 solistas, coro e orquestra sinfônica da UFRJ. Cantada em italiano e com legendas em português, a ópera segue em temporada itinerante, com apresentações nos Teatros Municipais de Niterói, Petrópolis e Campos, facilitando amplo acesso da população fluminense a esse gênero musical que tem despertado cada vez mais interesse.
A obra – “Così fan tutte” é uma das melhores óperas bufas e traz a magistral criação de Mozart na tradução musical das contradições amorosas da alma humana. É uma história sobre a infidelidade feminina, na qual dois jovens oficiais, Ferrando e Guglielmo, apostam com o seu velho amigo Don Alfonso que as suas noivas - as irmãs Fiordiligi e Dorabella - nunca os trairiam.
Assim combinam uma encenação. Com a ajuda da criada Despina, são acolhidos na casa das duas irmãs disfarçados de albaneses. Cada um acaba por conquistar a noiva do outro, e quando estão prestes a concretizar um falso casamento, Don Alfonso confirma que assim fazem todas, a trama é desmascarada e os pares originais se reconciliam.
Campistas em destaque – Luiza Rangel e Lívia Ataíde, jovens campistas, são diretoras assistentes da montagem. Elas são alunas do 5º período do Curso de Direção Teatral da UFRJ e já participam dos projetos de óperas da escola de música da entidade há algum tempo. Em 2011, elas aturam em “Don Quixote nas Bodas de Comacho”, que também foi apresentada no Trianon.
– Tem sido uma experiência enriquecedora, todas as vertentes, linguagens artísticas se unem na ópera, e isso requer um olhar refinado de direção, para que nada se perca, no sentido de unidade. A equipe é bem grande, mas com muita dedicação nossas apresentações têm sido ótimas – revela Luiza Rangel.
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