O Hospital Ferreira Machado (HFM) adota o Protocolo de Manchester para a classificação de risco no pronto-socorro, um sistema internacional que organiza o atendimento de acordo com a gravidade do quadro clínico de cada paciente. A metodologia garante que os casos mais graves sejam atendidos primeiro, independentemente da ordem de chegada, assegurando prioridade a quem realmente corre risco de morte.
A classificação é feita em cinco cores. Os pacientes classificados como vermelho são considerados emergência e devem receber atendimento imediato. São situações de extrema gravidade, como traumas severos, parada cardíaca, hemorragias e outras condições que ameaçam a vida. Na sequência, a cor laranja indica casos muito urgentes, com tempo máximo de espera de até 10 minutos. A classificação amarela corresponde aos casos urgentes, com previsão de atendimento em até 60 minutos.
Já os pacientes classificados como verde e azul não são atendidos no HFM. Os casos verdes, considerados pouco urgentes, e os azuis, não urgentes, são orientados e encaminhados para a Unidade Pré-Hospitalar (UPH) ou Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da residência do paciente.
Referência em emergência vermelha, o Hospital Ferreira Machado é destinado, prioritariamente, ao atendimento de traumas e situações de alta complexidade. Devem procurar a unidade pessoas envolvidas em acidentes com fraturas graves, traumas ocular ou auditivo, lesões vasculares, suspeita de AVC hemorrágico, hemorragia digestiva, parada cardíaca, afogamento, queimaduras extensas, ferimentos provocados por armas brancas ou de fogo, espancamentos, torções graves e mordeduras de animais.
Segundo o diretor do Pronto-Socorro do HFM, médico Fábio Macedo, a classificação de risco é fundamental para o bom funcionamento da unidade e para a segurança dos pacientes. “O Hospital Ferreira Machado é uma emergência vermelha, voltada principalmente para traumas e casos de extrema gravidade, e essa sempre será a nossa prioridade. Quando pacientes que não se enquadram nesse perfil procuram o hospital, acabam causando um congestionamento no atendimento, o que pode impactar diretamente quem corre risco de vida”, explicou.
O diretor destaca que o protocolo não tem o objetivo de negar atendimento, mas de organizar o fluxo de forma segura e eficiente. “Todos os pacientes passam por avaliação e recebem orientação. O que muda é o tempo de espera, que é definido de acordo com a gravidade do caso. Temos cinco categorias de classificação, e os casos menos urgentes podem aguardar mais tempo para que possamos priorizar quem precisa de atendimento imediato”, afirmou.
Fábio Macedo ressalta ainda que a classificação de risco se aplica a todas as especialidades do hospital, como clínica médica, ortopedia, oftalmologia, otorrinolaringologia e pediatria. “Usando um exemplo da ortopedia, um paciente com dor no ombro, sem trauma ou queda, será classificado como menos urgente e, por isso, terá uma previsão de espera maior. Esse tempo é uma estimativa e pode ser menor, mas é importante que a população entenda que a prioridade é sempre o paciente mais grave”, completou.
Quadros como gripe, febre baixa, enjoo, dores leves e pequenos cortes devem ser atendidos nas UPHs, UBSs ou na Unidade de Pronto Atendimento (UPA).