A Comissão Municipal de Recursos Hídricos e Gestão de Águas, criada pelo prefeito Wladimir Garotinho desde 2023, realizou nesta quinta-feira (29) sua primeira reunião de 2026, e na pauta, entre outros assuntos, foi discutida a situação dos canais do Saco e Campos-Macaé, que têm gerado uma preocupação maior do Poder Público em decorrência dos riscos oferecidos à população.
No Canal do Saco, que possui uma extensão de aproximadamente quatro quilômetros, passando pelos bairros Parque Rodoviário, Julião Nogueira e Esplanada, parte da estrutura à margem do canal acabou cedendo em 2025 após uma intervenção de órgão do Governo do Estado. Já no Campos-Macaé, a pista que passa ao lado do canal corre o risco de ceder devido ao fluxo intenso de cargas pesadas provocado pelo desvio do tráfego em virtude das obras na RJ 238 (Estrada dos Ceramistas).
“O que nós estamos fazendo é juntar esforços envolvendo segmentos do governo, como a Secretaria de Obras, Defesa Civil, Agricultura, Procuradoria, para dar o suporte jurídico necessário, entre outros. E o que nós pretendemos é tomar decisões importantes que já estão impactando aqui na nossa cidade, em pontos que nós já estamos julgando ser necessárias ações emergenciais. São dois locais que a gente sabe que o fluxo é muito grande de veículos, que é próximo ao canal Campos-Macaé, aquela via que chamamos de Beira-Valão, e também ali atrás do Partage, onde temos uma área sensível que precisa de intervenção. Ali é uma área de responsabilidade do Estado e nós precisamos apresentar um relatório conciso, de uma forma bem transparente, e assim obtermos os resultados que nós estamos querendo almejar. A Defesa Civil já tem parte dessas áreas mapeada, mas a cada dia nós sentimos reflexos diferentes”, comentou o secretário de Defesa Civil, Alcemir Pascoutto.
O secretário de Agricultura, Pecuária e Infraestrutura Rural, Almy Junior, também participou da reunião e destacou que a preocupação do governo municipal vai além dos dois canais. “São 1.500 canais que a gente tem uma preocupação enorme. Nós já estamos muito preocupados com duas emergências que a gente tem que tratar, que é o Canal do Saco e o Canal Campos-Macaé, que tem todo um problema advindo da manutenção da estrutura que tinha que ser feita com o recurso do Fecam (Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano). E essa Comissão de Segurança Hídrica, criada pelo prefeito, tem trabalhado com várias secretarias para buscar solução para esse problema, para ampliar o serviço necessário e dar melhor condições de segurança hídrica, não só na cidade, mas também, no caso da nossa agricultura no campo, para a gente passar a chegar a água do Rio Paraíba do Sul nas áreas que mais precisam”, disse.
Outro membro da Comissão, o secretário de Serviços Públicos, Diego Dias, também comentou sobre os riscos nos dois canais. “A pauta principal é que a inércia do Estado não pode causar danos aos munícipes e ao município. Então, o prefeito Wladimir Garotinho e o vice-prefeito Frederico Paes determinaram que a gente potencializasse as reuniões do Conselho e da Comissão para a gente ter algumas diretrizes. Os riscos são iminentes tanto do Campos-Macaé como do Canal do Saco. A gente identificou que, mesmo tendo sido encaminhado o projeto ao Estado, ao Inea e à Secretaria de Estado do Ambiente, ainda não aconteceram as devidas obras e isso tem agravado sobremaneira a questão de degradação, de assoreamento e até de desabamento de parte dos canais. Então, o objetivo é promover novos relatórios para que se tenham ações efetivas para poder reverter esse quadro”, explicou.
Criada em 2023 por meio da Portaria nº 1584, a Comissão de Recursos Hídricos tem por objetivo estabelecer uma integração multissecretarial dos órgãos da administração pública envolvidos na gestão dos recursos hídricos, a fim de propor definições e atuações para ampliar as condições de segurança hídrica rural e urbana; além de propor meios de preservação, recuperação e uso racional dos recursos hídricos.
Também presente, o vereador Juninho Virgílio, ressaltou que essa reunião do Executivo sobre a limpeza e manutenção dos canais é fundamental. “A pauta é urgente, e o mais importante é unir esforços para garantir planejamento, definição clara de responsabilidades e soluções efetivas que evitem alagamentos e reduzam os prejuízos para a população. O Legislativo estará à disposição para ajudar, dentro de suas atribuições, sempre que for necessário.
A Comissão é composta por representantes do Gabinete do Vice-Prefeito, da Secretaria Municipal de Obras, Urbanismo e Mobilidade, da Secretaria de Defesa Civil, da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Infraestrutura Rural, e da Procuradoria-Geral do Município.