Notícia no detalhe
Programa de Anemia Falciforme de Campos será referência no estado
O Programa de Anemia Falciforme (PAF) da Secretaria Municipal de Saúde vai passar a funcionar no novo Centro de Referência e Tratamento da Criança e do Adolescente II, antiga Apic, e o prazo previsto é de um mês. O programa está sendo totalmente reestruturado e terá capacidade para atender cerca de 400 portadores da doença, de todas as faixas etárias. Até lá, os cerca de 100 pacientes cadastrados continuam recebendo atendimento ambulatorial no Hospital Geral de Guarus (HGG).
O coordenador do programa, João Tadeu Souto Filho, disse que a cada mil pessoas nascidas no município uma apresenta a doença. Assim que é feito o diagnóstico, o paciente é encaminhado ao PAF, que passará a contar com equipe multiprofissional, composta por assistente social, nutricionista, psicólogo, enfermeiro, odontólogo, pediatra, hematologista, angiologista e farmacêutico.
A Anemia Falciforme é, segundo ele, uma doença genética e originária da raça negra. É uma das doenças que podem ser diagnosticadas precocemente através do teste do pezinho. No adulto, o diagnóstico é feito por meio do exame de eletroforese de hemoglobina. Apesar de não ter cura ainda, a doença pode ser tratada com medicamentos via oral, melhorando a qualidade de vida do paciente.
- A doença é hereditária. Se o marido e a mulher tiverem o traço falciforme, haverá a probabilidade do filho adquirir a anemia falciforme. Ter o traço falciforme, apenas, não significa que a pessoa terá a doença. Esse tipo de anemia chegou ao Brasil através da imigração dos negros, o que justifica o fato de Campos apresentar um dos índices mais altos do estado do Rio de Janeiro. O estado da Bahia apresenta a maior incidência do país. Logo em seguida, vem o estado do Rio - orientou o médico.
O secretário de Saúde, Paulo Hirano, explicou que, atualmente, os pacientes vão mensalmente ao Hemorio, no Rio de Janeiro, para fazerem o acompanhamento. “Agora, precisarão sair da cidade apenas uma vez ao ano, em média, gerando mais conforto aos seus familiares e maior custo-benefício ao município”, disse, lembrando que a doença pode provocar sintomas como anemia, cansaço, fraqueza e palidez, associados as dores ósseas.
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