“Estou muito feliz! Sinto-me leve e o mais importante é que não preciso mais tomar remédio para hipertensão e meu joelho também não dói”. As palavras são da professora Elídia Cristina da Costa Gonçalves, 62 anos, que foi uma das primeiras pacientes a ser beneficiada com a cirurgia de redução de estômago por meio do Mutirão da Saúde, lançado em novembro deste ano pelo prefeito Wladimir Garotinho, através da Secretaria Municipal de Saúde.
Elídia, que foi submetida à cirurgia bariátrica no dia 3 de dezembro, no Hospital Escola Álvaro Alvim (HEAA), tem outro motivo, além da recuperação da saúde, para comemorar. No dia 14 de dezembro, segundo ela, seu filho, César Caldas Carneiro Neto, 32 anos, até então com 156 quilos, também foi submetido à cirurgia bariátrica.
Mãe e filho estão entre os 19 pacientes que já conseguiram fazer o procedimento através do mutirão. O prefeito Wladimir Garotinho esteve no hospital no dia da cirurgia de Elídia para desejar boa sorte à professora e também paciente Aline Ribeiro Rodrigues, 32 anos, que passou pelo procedimento no mesmo dia.
Em 2010, no governo da ex-prefeita Rosinha Garotinho, a Prefeitura passou a pagar pela cirurgia bariátrica, mas o serviço acabou desativado, aumentando consideravelmente, nos últimos quatro anos, o número de pessoas que aguardam pelo procedimento. A cirurgia paga pela Prefeitura utiliza a técnica videolaparoscópica, que é minimamente invasiva e permite uma recuperação mais rápida. Segundo Wladimir, o governo vai custear também a cirurgia reparadora para todos os pacientes.
Elídia contou que teve alta um dia após a cirurgia. “Minha recuperação está excelente. Já perdi oito quilos. Antes da cirurgia, pesava 104 quilos”, afirmou ela, destacando que o filho também está bem. “Ele perdeu 12 quilos em uma semana”, contou a professora, destacando que ela tem que emagrecer 10 quilos a cada 30 dias, já que foi a meta estabelecida pelo médico. Para isso, Elídia tem feito caminhadas na garagem de casa. “Comecei andando cinco minutos e agora já ando uma hora. Antes, não conseguia caminhar um minuto sequer”, disse.
O mutirão, que prossegue até 1° de março de 2022, tem por meta zerar a fila de espera por mais de 40 mil procedimentos. Ele é voltado para as pessoas que não conseguiram realizar exames ou cirurgias até o dia 31 de outubro deste ano.