Unidade de Acolhimento promove reintegração social de adolescentes
Vinculado à Secretaria de Saúde, a UAI atende a cerca de 10 jovens. Nesta sexta (27),espaço promoveu festa julina para os assistidos, no novo espaço inaugurado em setembro.
Confraternizar pode ser um dos passos da transformação na vida de um jovem, como um momento de lazer, um olhar a mais de atenção. É por isso que a Unidade de Acolhimento Infanto Juvenil (UAI) para dependentes químicos não se absteve de oferecer a seus assistidos uma festa julina com DJ, cachorro-quente, caldos e picolé, na noite desta sexta-feira (27).
Vinculado à Secretaria de Saúde, o acolhimento atende a cerca de 10 jovens. O número reduzido de assistidos é para garantir que o ambiente se aproxime, ao máximo, de um lar para meninas e meninos que, embora tão próximos à infância, viviam em situação de risco. Na rotina, ir à escola, praticar esportes, participar das atividades de tratamento no Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (Caps I) e redescobrir o prazer de momentos como o de uma festa, com a presença de familiares, assim explicou a coordenadora da casa, Lilian Monsores.
— Toda a festa foi organizada com muito carinho. Nossa busca é a reintegração social desses adolescentes. Em nosso acolhimento, nos aproximamos ao máximo da rotina diária que um jovem teria em sua casa. Eles estão aqui porque foram, de alguma forma, excluídos socialmente. Estamos aqui para ajudá-los a se reintegrar — explicou Lilian.
A festa realizada na nova casa da UAI, inaugurada em setembro do último ano, contou com muita dança e até show musical de um dos jovens. O evento recebeu também a visita dos assistidos da Residência Terapêutica (RT). A Assessora chefe da Saúde Mental, Elisa Peralva, frisou sobre a necessidade de quebrar estigmas sobre dependentes químicos e portadores de transtornos mentais.
— Precisamos quebrar o estigma que envolve esses jovens. Que as pessoas possam olhá-los com mais acolhimento para que possam se reinserir socialmente, que redescubram as possibilidades que a vida lhes oferece. O Acolhimento existe para retirá-los de situações de risco e tem a intenção de funcionar como uma casa e não como um alojamento para eles — comentou Elisa.