Implantado no mês de abril, o Projeto Paraesporte, da Fundação Municipal de Esportes (FME), encerra o ano de 2017 atendendo 850 pessoas com deficiência, quase o dobro das 450 vagas oferecidas inicialmente. São aulas de iniciação desportiva, natação, equoterapia, bocha, vôlei, ginástica, futsal, basquete e dança, dentre outras, em diversos equipamentos da FME.
Com a proposta de aperfeiçoar o trabalho, o psicólogo do Paraesporte, Hugo Neves, recebeu, na sede da fundação, nesta terça-feira (19), os pais e responsáveis, para avaliação do trabalho realizado por toda equipe técnica. O objetivo foi ouvir as famílias e, juntos, buscar melhor qualidade do serviço, que é oferecido gratuitamente e de forma pioneira no Estado do Rio de Janeiro.
Francisca Maria França Ferreira, mãe da Francine Ferreira, 30 anos, disse que há anos tentava matricular a filha em aulas de natação, mas não encontrava profissional especializado. “Hoje, no Paraesporte, contamos com uma equipe maravilhosa, carinhosa e paciente com nossos filhos. E esse atendimento está sendo muito positivo para as pessoas com deficiência”, ressaltou.
Wilma Lins, tia de Jorge Luiz, 6, também destacou o trabalho desenvolvido pelo Paraesporte. “Meu sobrinho é autista e não se concentra muito nas atividades. No Paraesporte, ele se identificou com a natação. E no dia que não têm aula, pede para vir”.
O presidente da FME, Raphael Thuin, destaca que desde que foi implantado o projeto do Paraesporte, as pessoas com deficiência já participaram de competições em parceria com a Federação Aquática do Rio de Janeiro (Farj), Olimpíadas Especiais Brasil (OEB) e Confederação Brasileira de Desportos para Deficientes Intelectuais (CBDI). E ainda, as parcerias com APAE, APOE, APAPE e Educandário São José Operário.
— Apesar das dificuldades que o prefeito Rafael Diniz encontrou ao assumir a Prefeitura, ele sempre apoiou e incentivou a implantação e ampliação do Paraesporte por saber dos benefícios que traz aos alunos e familiares. Estamos só começando, faremos muito mais —disse Thuin, que também é que é um dos embaixadores das Olimpíadas Especiais Brasil (Special Olympics). “Essa inclusão social, não é benéfica apenas para o desempenho físico dos nossos atletas, como também é fundamental para o desenvolvimento social. Muitos estão conseguindo autonomia e até viajando sozinho, o que é, para famílias, um grande avanço”, completou o coordenador do Paraesporte Fábio Coboski.