Notícia no detalhe
Debate sobre traição marca a noite de quarta na Bienal do Livro
A 7ª Bienal do livro de Campos – Leitura que muda o mundo, que acontece no Centro de Eventos Populares Osório Peixoto (Cepop), falou de um assunto polêmico no Botequim Literário, na noite desta quarta-feira (28). Traição foi o tema debatido pelos participantes Dr.Luis Cuschnir, Regina Navarro Lins e o público, com a mediação da psicóloga Luciane Mina.
Regina Navarro, psicanalista e escritora, autora de 11 livros sobre relacionamento amoroso, entre eles A Cama na Varanda e O Livro do Amor, falou sobre a decadência do chamado amor romântico.
– Durante muito tempo, trair foi uma tragédia. Hoje, estamos num processo de mudança nas relações amorosas e, daqui a 30 anos, menos pessoas vão querer se fechar numa relação a dois. Essa história de exclusividade no amor vai acabar– afirma a escritora.
Luis Cuschnir, psiquiatra e psicoterapeuta, especialista brasileiro nas questões do feminino e masculino, autor de oito livros, entre eles A Relação Mulher&Homem e Os Bastidores do Amor, defendeu que amor não coincide, necessariamente, com fidelidade.
– Fidelidade está relacionada com o que cada um tem dentro de si. A primeira pessoa a quem eu devo ser fiel, sou eu mesmo. Muitas vezes, o conceito de fidelidade destrói um amor profundo – enfatiza o terapeuta.
Os escritores divergiram em diversos pontos, mas concordaram em outros. O público, participando com perguntas e aplausos, aprovou a fala de cada um como uma torcida.
Regina, crítica do amor romântico e Luis, a favor dos sonhos, concordaram num ponto importante. Para os dois, muitas traições acontecem por causa das expectativas que uma pessoa tem sobre o parceiro, o que esperam e o que imaginam ser verdade para si mesmo esquecendo que o outro pensa diferente.
Regina Navarro Lins afirma que é possível amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo e que histórias como princesas e príncipes encantados são muito prejudiciais para as futuras gerações.
– Temos que refletir sobre valores, crenças e moralismos, para vivermos melhor. Seguir modelos é muito prejudicial para a relação. O amor é uma construção social e a sexualidade também – finaliza a sexóloga.
LuisCuschnir finalizou sua participação estimulando as fantasias: "Vivemos em um mundo seco demais. Se não sonhamos, não temos do que nos alimentar. Sonhar faz a vida mais gostosa. Só precisamos ter cuidado para não transferir o que sonhamos para nós mesmos para o outro", pontuou.
O Botequim Literário vai ser palco nesta quinta-feira, 29, às 20h30, de outra discussão importante: Religião e Religiosidade, com Frei Betto, Leonildo Silveira Campos, Pr. Éber Silva e mediação de Jefferson Azevedo. A 7ª Bienal do Livro segue até domingo, dia 02, com uma vasta programação.
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