Notícia no detalhe
Crianças se encantam com língua munduruku e costumes indígenas
Na tarde desta terça-feira (27), o índio Daniel Munduruku voltou a participar da 7º Bienal do Livro de Campos, desta vez no espaço Leituras na Caverna. Alunos da Escola Municipal Albertina Azeredo Venâncio, de Travessão, e do Colégio Regina participaram do Cinelivro. No espaço, as crianças puderam conhecer as experiências de vida do índio, que falou sobre hábitos, lendas e ainda apresentou seu livro “Kabá Darebu” da Editora Brinque-book. A obra fala de um menino de sete anos de idade, que conta a sua vida na tribo indígena Munduruku e seus costumes. O índio chegou à palestra falando sua língua, o munduruku, o que deixou as crianças bastante à vontade.
Na manhã de hoje, Daniel, que tem 43 livros publicados, já havia participado de outro momento da programação, no Espaço Jovem, falando sobre Código Florestal. Daniel Munduruku, contou aos ouvintes como foi sua vida até chegar nos dias de hoje, que é doutor em Educação e escritor. O índio lembra que nasceu no Pará, mas foi criado na cidade de Belém, em uma aldeia afastada, e que aprendeu tudo sobre a cultura indígena e como se comportar com seu avô. Morou em Manaus, de onde seguiu com seus estudos e iniciou sua carreia como professor. Logo foi para a cidade de São Paulo onde publicou o seu primeiro livro. O escritor tem 43 obras publicadas. Atualmente, ele viaja o Brasil para dar palestras sobre a questão indígena e a literatura.
- As crianças ficaram superatentas. Adorei a maneira delas se expressarem, com diversas perguntas depois do conto. É um orgulho fazer parte da 7ª Bienal, estou muito contente em estar de volta à cidade. Este ano, a Feira está diferente, bem localizada, espaços amplos e uma ótima organização. É um privilégio para os campistas poderem desfrutar de vozes da literatura brasileira – destacou o escritor.
Gabriel Tavares, 17 anos, estudante da Escola Municipal Albertino Azeredo Venâncio, falou sobre o Cinelivro. “Estou muito contente, a palestra foi ótima, o Daniel é incrível, mostrou a todos uma maneira diferente de ver a nossa Terra. Ele conseguiu fazer com que todos os pequenos ficassem atentos à suas palavras e deixou todo mundo muito à vontade. O fato de estarmos de frente com autores é ótimo. Muito legal a proposta da 7ª Bienal”, disse o estudante.
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