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Notícia no detalhe

Dia Nacional de Combate à Homofobia marcado por homenagens

O respeito à diversidade sexual é trabalhado pelo cineasta Vagner de Almeida e pelo professor universitário Richard Park há 30 anos. Vagner começou realizando pesquisas nas áreas de sexualidade, gênero e saúde, até se deparar com o universo do cinema e utilizá-lo como meio para a divulgação do movimento da classe de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais (LGBT) e dos direitos humanos. Dezessete de maio é marcado como o Dia Nacional de Combate à Homofobia e o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (Comdim), em parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e da Escola Superior de Advocacia (ESA), diplomou as duas personalidades pela luta a favor da liberdade, na sede da OAB em Campos.

Segundo a presidente do Comdim, Margarida Estela Mendes, o trabalho realizado pela dupla é acompanhado há anos, mas é a primeira vez que Vagner vem ao município.

— Nossa cidade é, muitas vezes, considerada terra de coronelismo, mas é importante frisar que Campos é pioneira em todo o Brasil no que diz respeito à liberdade da classe LGBT, antes mesmo da criação da Comissão de Diversidade Sexual, em 2009, pela Drª Maria Berenice Dias. Nossa missão é, a cada dia, promover a união e “desengessar” a sociedade — falou Margarida.

O presidente da ESA, Djalma Tinoco, também defende os direitos da população. “É dever do advogado primar, conhecer, respeitar e aplicar a constituição. Onde houver injustiça, haverá um advogado ao lado dos injustiçados”, disse.

De acordo com Vagner, o objetivo é o respeito. “Não queremos que todos concordem com nossas ideias, mas queremos o direito de compartilhá-las”, esclareceu o cineasta. Ele apresentou um de seus filmes, o documentário de 2011 “Janaína Dutra: Uma Dama de Ferro”, onde conta a história da primeira travesti a receber uma carteira da OAB e que lutou pelo direito de sua classe receber o tratamento contra o vírus da AIDS.

O presidente da OAB, Carlos Fernando Silva, destacou a importância da mobilização e trabalho em conjunto para que o combate à homofobia não seja apenas uma data no calendário nacional. “Precisamos colocar em prática o Artigo 3º da Constituição Federal de construir uma sociedade livre e promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”, finalizou. 

Por: Ulli Marques - Foto: Divulgação - 18/05/2013 10:32:00